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6 de mar. de 2011

AMCWB vai até Guarulhos conferir Savant Inc, Ace 4 Trays e volta com sorteio de CD!

Por François Orquiza e Mille Denk


É isso mesmo! O Arquivo ultrapassou fronteiras e foi até Guarulhos conferir o trabalho de duas bandas que, depois dos Mamonas Assassinas e Chipset Zero, estão conseguindo reerguer a cena metal na cidade.

A banda Savant Inc (Metalcore/Post HC) foi formada em 2009 na cidade de Guarulhos/SP. A banda é liderada pelo vocalista Shark (ex-Chipset Zero), músico conhecido da cena underground nacional, que já dividiu palco no Savant Inc com bandas como o Dead Fish, Envydust, Gloria, Aditive, Dance of Days, Rancore, entre outros.

A banda está em processo de composição de seu EP que tem previsão de lançamento ainda esse ano, e irão se apresentar em Salvador no Palco do Rock, evento que reúne todo ano mais de 40 mil pessoas numa só noite, sendo uma das atrações principais.



SITE OFICIAL: http://www.purevolume.com/savantinc
ORKUT: http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=24105900

ACE 4 TRAYS

Com um som mais pesado e agressivo, a banda vem se destacando na mídia especializada recebendo sempre boas críticas, principalmente pelo seu mais novo CD, o "Roll the Dice" que o Arquivo Metal vai sortear para a primeira pessoa que comentar neste tópico em que cidade eles já tocaram aqui no Paraná!

As duas bandas já estão planejando um show em Curitiba, e o Arquivo Metal vai te deixar por dentro de todos os detalhes sobre essa vinda!

SITE OFICIAL: http://www.myspace.com/ace4trays
ORKUT: http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=2626010



CONTATO PARA SHOWS (ambas as bandas):

Mandrack Produções
A/C Claytão
Tel: (11) 7486-6317 (11) 3437-9435
E-mail/msn: claytonmandrack@hotmail.com

18 de fev. de 2011

Review: CWB Thrash Zone Ato I



Sábado passado (12/02) aconteceu a primeira parte do evento CWB Thrash Zone no Auditório do Largo, local que é bem conhecido do público mais velho e estava “desativado” até pouco tempo atrás. Para o primeiro ato foram chamadas umas das melhores bandas da cena thrash de Curitiba: Crusher, Terrorzone e Rejection (banda cover de Pantera, a qual o público comum considera thrash, mas os thrashers não). Confira o primeiro ato:

Crusher -------------------------------


Para a primeira apresentação da noite teríamos o Cruhser, banda que vem surpreendendo o público cada vez mais por conta da fidelidade ao thrash oitentista. O destaque do show foi para o público que fez o mosh em níveis diferentes (para quem não sabe o auditório não é plano e é repleto de degrais). O setlist foi curto, mas repleto de músicas agitadas. Destaque para a clássica Revolution in my Mind e a cover Troops of Doom.

Setlist:

-Evil Impact
-WxAxRx
-666 House
-Violent Attack
-Troops of Doom
-Revolution in my Mind
-Black Toxic
-Kill or Die

Terrorzone -------------------------------


A segunda cena estava para começar e a atração principal seria o Terrorzone, que está próximo de completar 5 anos de existência. As músicas da banda se concentram principalmente em temas políticos e críticas sociais. O show foi muito agitado, interrompidos apenas pelas explicações de Gustavo Costa acerca do conteúdo lírico de cada música. E o mosh em níveis estava lá novamente, além de stage dives insanos. O setlist desenvolveu-se nos dois EPs lançados e em músicas que não foram lançadas em CD algum ainda, destaque para as alucinantes D.N.B.I.T.F.L. (Do Not Believe in Their Fuckin’ Lies) e In the Name of Vanity.

Setlist:

-Inferno
-Destestation
-Insanity Arise
-D.N.B.I.T.F.L.
-Hell is Here
-In the Name of Vanity
-No Longer as Slaves
-Kicking Ahead

Rejection -------------------------------


O Rejection dispensa qualquer comentário, a banda já é a queridinha da maioria dos curitibanos; e quando toca, temos a certeza que a apresentação será violenta e empolgante. Dessa vez não foi diferente, teve até menina fazendo stage dive (com um final não muito feliz).

O setlist apresentado foi:

-Slaughtered
-Domination
-This Love
-Strenght Beyond Strenght
-New Level
-Walk
-Goddamn Eletric
-I'm Broken
-Revolution is my Name
-5 Minutes Alone
-Yesterday Don't Mean Shit
-Cemetary Gates
-Cowboys from Hell



7 de fev. de 2011

Curitiba Folk Metal Night, um marco na cena Heavy Metal curitibana

Por Robson Maiocchi (resenha) e Andrea Luz (fotos)

No último dia 30 de janeiro, Curitiba estava para receber mais uma leva de bandas da mais nova e badalada tendência no Heavy Metal, o Folk Metal, as bandas em questão seriam Eluveitie — banda suíça e atração principal da noite, Hugin Munin e Lochrann.

A cidade se encabeçou como uma das capitais brasileiras com mais fãs do estilo, então nada mais natural que o grupo Eluveitie tivesse uma data reservada aqui. Sem esquecer que a capital paranaense recentemente já hospedou dois festivais com grupos do gênero nos últimos doze meses, Spirit of the Forest em 20/03/2010 e Skiltron em 19/12/2010. Isso não mencionando o fato que ainda existe mais um festival por vir — no mês de maio deste ano— com uma das bandas mais conhecidas do gênero: o grupo russo Arkona.

É óbvio que os eventos realizados não se equiparam aos festivais europeus ainda, a exemplo dos famosos Paganfest e Heidenfest (os quais acontecem em várias cidades européias). Mas uma coisa é certa, a cena nacional caminha a passos largos para a consolidação do gênero em nossas terras, e não será surpresa se eventos cada vez maiores se realizarem por aqui.

E como não poderia deixar de ser, a equipe do Arquivo Metal CWB esteve presente para prestigiar e conferir o festival, o relato vocês conferem agora:


Lochrann

Logo de inicio, percebemos a nítida semelhança com a banda brasileira pioneira no estilo, Thuata de Dannan. A banda segue fielmente a cartilha do estilo, criando climas típicos da cultura celta e utilizando alguns dos instrumentos que caracterizam o gênero: violino, flauta e bandolim. A apresentação em si foi bem simpática, com o vocalista “Gordo” interagindo com o público em vários momentos. Em geral, a qualidade da banda foi acima do razoável, com presença de palco contagiante. O setlist consistiu em: Eyeless Monkey Inn, Promise, Lords of Gondor, Avalon’s Fall, Pagan Pride, Lughnasad, I Believe e Battleclaim.


Hugin Munin

A banda Hugin Munin já é bem conhecida pelo público curitibano, visto que a mesma já se apresentou no Spirit of the Forest no ano passado. Outro detalhe que seria observado era a diferença do estilo em comparação às duas outras bandas do festival. Hugin Munin desenvolve um death metal melódico semelhante ao tocado pela famosa banda Amon Amarth. A temática da banda é baseada exclusivamente na Mitologia Nórdica, com vários temas exaltando os valores e crenças do antigo povo viking.

A qualidade da apresentação foi indiscutível, agitando muito o público presente. Os momentos de rodinhas de mosh foram bem comuns no show, a música que mereceu mais destaque para o ponto comentado foi a empolgante Ashes Of My Enemy, que acabou sendo a última música do setlist da banda. As outras músicas presentes no set foram: Ravens Empire, Thor in Jotunheim, Heroes Rise, Viking Brothers, Kill Me If You Can, God Of War e Ten Thousand Spears For Ten Thousand Gods.


Eluveitie

Enfim chegava a atração principal da noite pela qual os curitibanos ansiavam em ver, a banda suíça Eluveitie.

Interessante ver como o grupo utiliza diversos instrumentos incomuns aos brasileiros, e desses a viola de roda é o que mais chama atenção. Não esquecendo de outro detalhe: algumas das músicas da banda são cantadas no antigo idioma da tribo celta Helvécia , o Gaulês Helvético, o que torna a banda uma das mais singulares da cena Folk.

Depois de uma breve introdução, a banda atacou com a ótima música Nil — que faz parte do último álbum da banda: Everything Remains As It Never Was —, música que faz uma integração perfeita do Heavy Metal com a Música Folclórica.

A presença de palco dos integrantes foi extremamente boa, com todos eles se destacando constantemente, tanto as meninas da banda (Anna Murphy e Meri Tadic) quanto o vocalista sensação, Chrigel Glanzmann. Não é preciso falar que o público curitibano correspondeu ao máximo essa louvável presença de palco, cedendo muito calor humano à banda.

O setlist da banda baseou-se em uma mescla das melhores músicas de todos os álbuns da banda, tanto o supracitado Everything Remains... quanto os antecessores Evocation I: The Arcane Dominon, Slania e Spirit. As músicas que mereceram mais destaque na apresentação foram Your Gaulish War, Thousandfold, Inis Mona, Slanias Song, Omnos, Dominon e Tegernakô.

Assim que acabava a última música da apresentação, Tegernakô, um sentimento era compartilhado por todo o público: a saudade antecipada desta noite que foi um marco na Capital das Araucárias e que com certeza abrirá um horizonte cada vez mais amplo na cena Folk Metal.

Setlist:

  • Nil
  • Bloodstained
  • Gray Sublime Archon
  • Your Gaulish War
  • Thousandfold
  • Inis Mona
  • Slania's Song
  • Omnos
  • Isara
  • Quoth The Raven
  • Song of Life
  • Kingdom Come Undone
  • Dominion
  • AnDro
  • Primordial Breath
  • Tegernakô



Vídeo por: Erika Louisi

2 de fev. de 2011

Da gélida Suécia para o calor do Brasil: Germán Pascual

Por Vergil Choinski e Robson Maiocchi

Em uma sexta-feira (28/01) chuvosa e despretensiosa, o último vocalista da já extinta banda Narnia, Germán Pascual, seria a estrela da noite. Nessa constelação ainda teríamos como bandas de apoio: Efrata, Celso de Freyn, Never Die e Deliver. No percurso até a cidade de Curitiba aconteceram alguns contratempos, fazendo com que o show fosse atrasado em mais de 3 horas, mas nada que tirasse o brilho da noite. Não esquecendo que a banda Cameratta Maxima abriu mão de tocar em favor ao curtíssimo tempo que restava para o restante das apresentações. Confira a seguir a resenha:

Efrata:

A banda subiu ao palco às 23h30min, depois de muita espera por parte do público. Apesar dos pesares, o público parecia estar bem animado.
Pra começar a banda mandou um cover clássico do Stryper, “To Hell With The Devil”, que, diga-se de passagem, foi executado com maestria. O setlist seguiu com as músicas Growing Time, Light Your Eyes, Take My Heart Again e Led By The Spirit. Como ponto positivo na execução, podemos destacar a atuação do vocalista convidado Gil Lopes (Menahem), o qual cantou muito bem.

Celso de Freyn:

Celso de Freyn talvez passe despercebido entre a maioria das pessoas, mas basta dizer que ele foi vocalista do lendário grupo catarinense Stauros. Sua apresentação foi curta, mas — mesmo assim — atraiu a atenção de todo o público com seu carisma e pela excelente técnica vocal.
O setlist consistiu em Viagem para o céu, The System is Dead e a famosíssima Toda Dor (Stauros).

Never Die:

Never Die apresentou um Death Metal coeso e bem tocado (estilo que até então não tinha sido apresentado na noite). As músicas executadas foram agitadas ao extremo, isso com ajuda da presença de palco banda, motivando o público a cantar em uníssono.
O setlist apresentado continha vários covers, entre eles: Through Struggle (As I Lay Dying), 666 Corporation (Trino) e Not my Own (Living Sacrifice), além das músicas autorais Sangue Imaculado, Exército de Deus, Habacuque 1, Ídolos Malditos e Vitória na Cruz.

Deliver:

A apresentação do Deliver foi marcada por alguns problemas no som, não impedindo a banda de mostrar pelo o que é realmente conhecida, a técnica inigualável do baixista Elias Vasconcellos, que simplesmente se superou na última música, um medley das músicas Túnel de Dor, 103 – Lúcifer Rideti e novo Lar.
As outras músicas foram: Gods, The Second Death, The Last Chance, Pit for the Angels e The Windows of Evil Spirits.

Germán Pascual:

Às 2h30min, Germán entrou no palco esbanjando empolgação, com sua presença de palco ímpar. Quem o conhece sabe quanto o cantor utiliza exageradamente de agudos. Nessa apresentação não foi diferente, fazendo tudo isso com maestria e sem enjoar o pequeno contingente de pessoas que ainda se encontrava no Hangar. A despeito do vocalista, a banda de apoio tocou muito bem também, utilizando de solos em várias partes do show.
Seguindo a linha da noite, o setlist foi reduzido, contando com oito músicas: Into This Game, Rain, Scared, Sail Around the World, Seek the Truth, Awakening, Living Water e como não poderia deixar de ser, um clássico de sua ex-banda, Nárnia: Long Live the King.
Acabava assim uma noite que agradou todos os admiradores da música cristã presentes no Hangar.

28 de jan. de 2011

13 de jan. de 2011

Wanderley Perna convoca toda a cena para a apresentação do Genocidio em Curitiba

Em rápida entrevista com o Arquivo Metal CWB, Wanderley Perna — baixista da banda lendária Genocidio —, falou sobre as expectativas a respeito da vindoura apresentação em Curitiba, no festival de música extrema, Dead Shall Rise (que irá acontecer no próximo 22 de janeiro), o álbum mais recente, The Clan (lançado no ano de 2010), a cena death metal em geral no Brasil e da experiência em dividir o palco com um dos "pais" do black metal, a banda Venom:

Arquivo Metal CWB: Como estão as expectativas para tocar em Curitiba pela primeira vez em 18 anos?
Wanderley Perna: As melhores possíveis, vamos tocar musicas antigas como também várias músicas novas. esperamos poder fazer um grande show para os fãs de Curitiba.

AMCWB: O novo cd, The Clan, foi lançado em 2010. O que você tem para dizer sobre o álbum?
WP: É um disco que teve um cuidado todo especial com a produção, as músicas e tentamos não fugir muito da musicalidade do Genocidio. A temática também mudou um pouco, pois procuramos falar mais sobre o que acontece no mundo, como funciona uma máfia por dentro, sua atitudes e consequências.

AMCWB: Recentemente, o Genocidio dividiu o palco com a banda estandarte do Black Metal, Venom. Como foi a experiência?
WP: Tocar no mesmo palco que o Venom foi mágico, pois o primeiro show gringo que fui na vida foi exatamente o do Venom em 86, saí do show com a ideia que ia ter a minha banda. E depois de 23 anos quando eles voltam para tocar no Brasil, eu estou no palco abrindo o show. Foi sensacional!

AMCWB: Qual é sua opinião sobre o Death Metal nos dias de hoje no Brasil?
WP: A cena cresceu muito com a internet; muitos shows, bandas, uma maior interação com a cena europeia e americana, bem diferente dos anos 80.

AMCWB: Pra finalizar, Perna, você teria algo para dizer aos fãs curitibanos sobre a apresentação no Dead Shall Rise III?
WP: Esperamos ver todos os deathbangers curitibanos no show e faremos um set especial para esse show! Um grande abraço a todos, O Clã!