13 de jun de 2010

Entrevista com Niklas Sundin do Dark Tranquillity


No próximo dia 13 de junho, a banda realiza apresentação no Hangar Bar, em Curitiba. O evento é promovido pela Agência Sobcontrole. O guitarrista Niklas Sundin falou com os produtores sobre a carreira do grupo e sobre a expectativa para os shows no Brasil.

Dark Tranquillity é uma referência mundial em Metal. Mesmo com 23 lançamentos no currículo entre álbuns, MCDs, compactos, discos ao vivo, vídeos e demos, o grupo toca pela primeira vez no Brasil. Qual a expectativa para os shows no país?

Niklas Sundin - Uma grande expectativa! Nós queríamos tocar no Brasil há algum tempo, e o nosso desejo finalmente vai se tornar realidade. Isso é ótimo! Nós temos ouvido muitas coisas boas de outras bandas em relação ao público brasileiro. E tenho certeza que os shows serão uma ótima experiência para todos. Nunca estivemos no Brasil, nem mesmo como turistas, então, essa será uma ocasião especial sem duvida!
 
Em 2005, a banda visitou a América do Sul pela primeira vez e, mesmo o Brasil sendo uma rota de shows internacionais do Rock / Metal, o Dark Tranquillity não tocou no país na época. Por que isso aconteceu?
Niklas Sundin - Nós visitamos a Colômbia, Costa Rica e Venezuela nessa época. Nós quisemos incluir o Brasil (e vários outros países como Chile, Argentina e Equador), mas não houve ofertas de promotores. As bandas não decidem onde tocar, elas dependem de promotores locais. Quando fizemos a turnê em 2005, tentamos conseguir shows no Brasil, mas ninguém ficou interessado. A razão é que, normalmente, têm várias outras bandas internacionais em turnê ao mesmo tempo. Infelizmente esse mercado é difícil.

Recentemente, várias bandas suecas estão visitando nosso país, mas fazem poucos ou apenas um único show por aqui. Já o Dark Tranquillity vai tocar em Curitiba, além de São Paulo. Isso é uma recompensa para o público brasileiro?
Niklas Sundin – Acho que pode ser visto como uma recompensa sim e nós estamos realmente felizes por fazer mais de um show no Brasil. Nós faríamos cinco shows em cada país sulamericano, mas enfim, nós precisamos de ofertas dos promotores locais. Nós tocamos em qualquer país onde somos convidados. Felizmente, houve interesse por dois shows no Brasil.

As mudanças de formação afetam as bandas de diversas maneiras, mas para o Dark Tranquillity não houve nenhum impacto negativo, prova disso é o novo álbum. Como a banda reagiu à mudança mais recente na line-up?
Niklas Sundin - Comparado com a maioria das bandas que tem estado por aí há 20 anos, nós temos tido relativamente poucas mudanças na formação. Quatro dos cinco membros originais ainda estão na banda e somente houve mudanças em 93, 98 e 2008. Toda vez tem sido pra melhor. Se alguém não está confortável fazendo turnê ou ensaiando, é melhor deixar a banda.

Se estabelecermos um paralelo do precursor Skydancer até o atual We Are the Void é possível observar que a banda mantém alguns elementos musicais desde o início da carreira. Acredita que essa postura de buscar novos horizontes musicais com referências às raízes é um diferencial do Dark Tranquility?
Niklas Sundin - Eu não sei…nós raramente analisamos essas coisas. Para nós, é importante sempre sermos honestos com nós mesmos e criar a música que reflete o que somos, e naturalmente, você muda muito entre os 15 e 35 anos. Nós nunca tentamos permanecer fiéis a um determinado som ou maneira de tocar. Skydancer e We are the void são álbuns muito diferentes musicalmente falando. Mas não importa o que nós fazemos, sempre será a vibe do Dark Tranquillity, uma vez que todos da banda compõem.

A banda tem várias de datas programadas para promover We Are the Void. Já estão pensando em um novo trabalho?

Niklas Sundin - Não exatamente. Nós costumamos levar algum tempo entre nossos álbuns. A turnê para We Are the Void apenas começou. Seria ótimo se nós lançássemos outro álbum mais rápido que o habitual, mas nós não podemos forçar isso. Pode levar de um a cinco anos, nós não lançaremos nada novo até que nós estejamos 100% satisfeito com o material.

Nos shows no Brasil vocês tocarão músicas mais recentes ou podemos esperar pelos clássicos também?
Niklas Sundin - Ambos. Nós temos uma longa história e muitas músicas pra escolher, mas ao mesmo tempo, nós não somos uma banda nostálgica. Estamos muito orgulhosos com o novo álbum e de tocar muitas músicas ao vivo. Mas nós também deixamos espaço para o material mais antigo. Eu acho que nós encontramos um bom equilíbrio para a turnê latino-americana, mas é claro, isso é uma coisa muito individual. Mas é certo que os fãs sempre terão as suas músicas favoritas em nossos shows.

Para fechar, todos os fãs brasileiros do Dark Tranquillity estão empolgados com a vinda da banda. E o que eles podem esperar da apresentação da banda em nosso país? E sejam bem-vindos ao Brasil!

Niklas Sundin - Muita paixão, dedicação e devoção. Nós estamos realmente muito ansiosos para tocar no Brasil. Nós passamos muito tempo nos preparando para esta turnê, então, nós não podemos esperar para finalmente chegar ao seu país!

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