11 de ago de 2010

Review: River Rock, o maior festival do sul do Brasil

Por Robson Maioki

Neste último final de semana o Arquivo Metal CWB foi até Indaial conferir o maior festival underground de rock/heavy metal do sul do Brasil. O que presenciamos lá foi um dos maiores eventos de todos os anos de acontecimento do festival e trazemos agora um pouco das impressões deste evento, destacando as apresentações mais aguardadas e a desenvoltura das bandas paranaenses. Confira:

Dia 6 de agosto – A jornada se inicia

A primeira banda, Lord Gato (SC), tocava um rock ‘n’ roll no estilo Velhas Virgens. Por motivos óbvios, o público não era tão numeroso ainda. A terceira apresentação de sexta-feira seria encabeçada pela famosa banda Hangar. Nessas alturas o barracão onde acontecia o evento já estava tomado por espectadores ansiosos para ver a banda paulista. Desta vez eles não trouxeram toda decoração de palco costumeira nos shows, mas fizeram uma apresentação concisa e sem erros, com setlist parecido com o do show de Curitiba, realizado em junho.

A sexta banda seria a ótima In Torment, vinda diretamente de São Leopoldo (RS). A banda
apresentou um death metal técnico muito bem tocado. O público presente agitou bastante.
Um único empecilho nesse dia foi a ausência da banda curitibana Pompéia que acabou não
tocando por motivos desconhecidos ainda.

7  de agosto – O dia das bandas curitibanas

O dia começou com outra notícia não muito agradável: a banda curitibana, Rowdy Blues
cancelou a apresentação, também por motivos desconhecidos. Não perdendo tempo, agora a primeira banda curitibana do dia, Glock, foi anunciada no microfone. Para quem ainda não conhece o som, eles executam um hardcore influenciado pela velha guarda do estilo, além de ainda pegar influências do hardcore de Nova Iorque e uma pitada de thrash anos 80. O setlist consistiu em músicas próprias e dois covers. O único “porém” da apresentação foram alguns defeitos de regulagem de som, que logo foram resolvidos.

A segunda banda curitibana do dia foi a paparicada Semblant — não sem motivos — com nova formação: Choma, na guitarra, Phell, na bateria e Mizuho, nos vocais femininos. Os integrantes da banda estavam muito bem entrosados, com destaque para Sergio e Mizuho, que mostraram uma presença de palco muito boa, apresentando tanto uma boa técnica vocal quanto desenvoltura no palco. Além de tudo isso, na frente do palco havia fãs da banda, os quais agitaram bastante. Na música “Legacy of Blood” aconteceu a maior prova de que a banda estava totalmente entrosada. O público e a banda entraram em total sintonia e foi possível perceber o sentimento com que os músicos do Semblant fazem seu trabalho.

A banda a se apresentar posteriormente, seria outra curitibana, o Sacredeath. O thrash/death bem trabalhado da banda contagiou as pessoas que ainda continuaram no galpão depois do show da Semblant.

A penúltima banda curitibana do dia seria o Rage Darkness, que fez um show extremamente coeso e técnico. A galera vibrou quando ouviu os primeiros acordes do cover “Enjoy the Silence”, da banda Depeche Mode, com certeza o momento de maior agitação do show.

Blackmass foi a última banda curitibana a se apresentar no festival. A horda fez uma
apresentação de muito bom gosto, com um black metal visceral e sem firulas. O público presente prestigiou bastante a banda.

A próxima atração do festival foram os veteranos da banda Inocentes, tocando clássicos do
punk dos anos 80. A presença de palco do vocalista e baixista Clemente é muito boa. Durante o show inteiro ele teve o público presente na mão, mostrando que o carisma é muito importante para as bandas mais novas que pretendem ficar muitos anos na ativa.

8 de agosto – E a hora de ir embora é chegada

O domingo foi um dia extremamente tranquilo, com apenas duas bandas de maior destaque. A primeira delas foi a banda joinvillense Mad Attack, executando um thrash metal mais voltado para o que as pessoas chamam de old school, aquele thrash bastante praticado nos anos 80. Apesar do público não ter comparecido em bom número, eles fizeram questão de agitar bastante, dando a impressão de um número maior de pessoas.

A segunda banda de destaque foi a última, a famosa Camisa de Vênus, banda que era
capitaneada por Marcelo Nova. O novo vocalista é Eduardo Scott, conhecido por ter sido assessor de imprensa da cantora baiana, Ivete Sangalo. A banda fez um ótimo show com suas músicas cheio de irreverência e deboche.

As pessoas lá presentes saíram felizes e voltaram para suas respectivas casas torcendo para que este não seja o último River Rock Fest.

3 comentários:

hamilcar disse...

e eu perdi :/ massa a resenha!!

Guilherme Carvalho disse...

beleza, robson, estrando nossa correspondencia "internacional". é a primeira cobertura longe da nossa gélida terra...

robsonmaiocchi disse...

Hahaha, e que venham mais coberturas!

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