20 de fev de 2012

Resenha: Curse - "The Curse" EP

Prezados leitores, após um longo período afastado da minha atividade de resenhista e colunista do arquivo (por motivos acadêmicos) o que lhes trago nestas linhas é, simplesmente, um dos melhores materiais Demo/EP lançado por uma banda paranaense em 2011. O Curse, formado em Paranaguá no ano de 2007 batalhou um bocado no cenário underground, passou por algumas trocas de formação até se estabilizar com Pedro Felipe (Guitarra/Vocal), André Magriça (Baixo) e Ricardo (bateria) e após vários shows (dois deles na capital paranaense, sendo um deles no inesquecível Thrash Metal Massacre II) a banda finalmente nos presenteia com esse maravilhoso lançamento...o EP "The Curse".

O formato da prensagem é ótimo e muito profissional. O CD vem em um envelope (mini vinil) com direito a um encarte modesto mas que funcionou muito bem com relação a informações adicionais e de contato o que favoreceu para uma melhor qualidade na produção gráfica da parte externa (sem baianagens, poluição e micreiragens, é...infelizmente muitas bandas que lançam material nesse formato não se dão a esse trabalho). A arte (assinada por Cezar Marcilio) também ficou muito bacana. Mas vamos nos ater ao som. O que temos aqui é um Thrash Metal da mais alta qualidade. Mesmo com o excessivo número de bandas que vêm pipocando a todo momento ao redor do mundo o Curse mostra extrema qualidade, idêntidade e bota no chinelo muitas bandas (hoje relativamente grandes dentro do underground) e que, na minha opinião, são bem chatinhas (me desculpem, mas esse EP do Curse dá um pau em muito full lenght de bandas gringas como Bonded by Blood, Gumo Maniacs, Lich King ou Gamma Bomb).

A sequência de quatro faixas tem início com a faixa título da bolacha: "The Curse". A música começa com um riff mais cadenciado e com pedais duplos sendo muito bem utilizados por Ricardo que demonstra um ótimo trabalho nas baquetas. Completando a cozinha de forma eficiente o baixo (com ótimas levadas, cavalgadas e arranjos que não se resumem apenas a fazer o que faz exatamente a guiarra) também merece grande destaque. O riff inicial cria um ótimo clima antes de cair nem uma porrada cheia de variações perfeitas para bater cabeça.

A faixa seguinte, "Until Thrash Kill Us", possui riffs extremamente cativantes e que, em conjunto com a cozinha, conseguem realmente empolgar. As variações rítmicas também fazem com que a música flua de maneira mais interessante e não soando reta e cansativa (ponto que pecam muitas bandas de Thrash que acham que uma música deve se resumir a "tumpá tumpá" por 4 ou 5 minutos seguidos).

"Thousands of Death" inicia com um ótimo trabalho de baixo antes de cair em uma verdadeira porrada perfeita para quebrar ossos em mosh pits e, novamente, cheia de variações rítmicas, paradas e partes mais cadenciadas que fazem dessa, uma grande música! Também merecem destaque por terem deixado de lado aquela levada mais "alegre" que vem sendo abordadas por muitas bandas do gênero e trabalham com uma levada mais teutônica e obscuro chegando a lembrar nomes do Thrash alemão (especialmente Sodom e Minotaur) ou mais obscuras como Slayer (dos primórdios) ou o Dark Angel no Darkness Descends.

O encerramento fica por conta da, já clássica nos shows, "Death To Betrayers" com um baixo cavalar e um refrão teutônico para fã nenhum do gênero botar defeito. Melhor música do disco (junto com a terceira faixa).

Após esse lançamento, realmente espero muito ver o Curse novamente em solos Curitibanos mostrando todo seu potencial e aguardo ancioso por um novo material.

Se você gosta de riffs pula pula, industrial e olodum americano...essa patada com certeza não é para você.

Um comentário:

Anônimo disse...

Puta banda, ja tenho a minha demo aqui, e a resenha descreveu perfeitamente o som dos caras

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