2 de set de 2013

Review de show: Suicidal Tendencies (Espaço Cult - 30/08/2013)

Na última sexta feira Curitiba teve o privilégio de receber os mestres do Crossover Thrash, os californianos do SUICIDAL TENDENCIES. A apresentação foi realizada no Espaço Cult, casa que recentemente vem recebendo vários shows, tornando-se referência no segmento, especialmente pela localização central. 

Antes da apresentação, do lado de fora da casa, percebia-se a grande movimentação de fãs, ficando evidente a grandeza da banda. Eu particularmente esperava mais fãs ligados ao Metal, uma vez que é a ex-banda do atual baixista do Metallica, Robert Trujillo, mas o que se viu foi um número maior de fãs de Hardcore, mostrando que a veia HC da banda fala mais alto, fazendo com que eles sejam fortemente respeitados pelos fãs do estilo.

Além do Suicidal, outras 3 bandas também tocaram na noite, todas de Hardcore. A primeira a subir ao palco, por volta das 22h, foi a catarinense DESCARREGO. Com experiência de abrir shows como do Biohazard, a banda despejou ao público o seu Hardcore caótico cheio de fúria e agressividade, agitando com músicas como "Roda", "Eu quero que você se foda", entre outras. Único porém na apresentação foram alguns problemas técnicos no equipamento de som após a segunda música, mas não chegou a comprometer o show, que durou cerca de meia hora.

A segunda banda a se apresentar foi a curitibana S.O.T.S. Apresentando um Hardcore Old School e com o peso de 2 guitarras, os caras mandaram ver suas músicas próprias, todas compostas em inglês. Um detalhe interessante acerca da banda é que ela foi a vencedora da promoção realizada pela produtora Oxigênio Eventos onde as 3 bandas mais votadas em uma enquete passariam pela avaliação da própria Suicidal Tendencies, que escolheria qual delas faria a abertura para o seu show. E eles mostraram o porquê de Mike Muir e cia terem escolhido eles, apresentando um som encorpado e com muita personalidade. O vocalista (que se apresentou usando uma bandana - marca registrada do frontman do Suicidal) se mostrou bastante emocionado, não acreditando que a própria banda da qual ele é fã os escolheu para abrir o show, muito legal isso. O show também durou cerca de meia hora.

O próximo seria o Suicidal, já que a banda GLOCK foi chamada de última hora para tocar e se apresentaria por último, uma vez que os americanos tinham horário marcado. Até momentos antes de começar o show as dependências do Espaço Cult ficaram praticamente tomadas e a expectativa era grande enquanto os próprios membros da banda faziam a passagem de som no palco. Enfim, por volta de 00:20h são entoados os primeiros acordes de "You Can't Bring Me Down", clássica música de abertura do álbum "Lights, Camera... Revolution", de 1990 dando início ao show. E foi um show extremamente intenso e contagiante. Na primeira música o som parecia um pouco desajustado, com o baixo mais alto, mas depois foi normalizado e correu tudo bem.

Ao longo de músicas como "Smash In!", do mais recente álbum, lançado nesse ano, Mike Muir se mostrava um frontman bastante ativo, se movimentando no palco de um lado para o outro. A banda toda também mostrou muita competência, o jovem guitarrista Nico Santora puxando o público o tempo todo e com backing vocals competentes, o veterano guitarrista Dean Pleasants com solos muito bons, além da ótima cozinha, com os "negões" Eric Moore na bateria e Tim "Rawbiz" Williams no baixo (aliás, que groove fantástico o desse baixista).

"War Inside My Head" veio para levar o público ao delírio, que cantou o refrão a plenos pulmões. O show seguiu com "Subliminal", "Send Me Your Money", "We Are the Family" (aos gritos de 'ST, ST, ST'), "Possessed to Skate" (também cantada em uníssono), "Cyco Vision" (com uma insana roda de pogo), "Cyco Style" (outra música do último álbum), "I Saw Your Mommy" (também muito celebrada), "Freedumb" e "Slam City". Mais uma vez o público foi ao delírio com a cadenciada e clássica "How Will Laugh Tomorrow" e por fim a saideira com "Pledge Your Allegiance", novamente sob os gritos de "ST, ST, ST". 14 músicas em 1:15 h em uma apresentação cheia de groove, técnica e carisma.

Poucos ficaram para conferir o show da Glock Banda, que fez uma apresentação curta, mas direta e com muita garra, tocando seu Hardcore com letras de protesto, mandando até um cover do D.R.I. no final. A Glock foi a segunda banda mais votada na enquete que premiou a S.O.T.S. e se mostrou bastante grata pela oportunidade.

Enfim, mais um ótimo show internacional em nossa capital e com boas bandas locais. Aguardamos os próximos.

Abaixo algumas fotos, agradecendo em especial a Paulinha Kozlowski e a Glock Banda por ceder as mesmas.






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