27 de jan de 2011

Review: Dead Shall Rise 3 pra matar a pau!


Indo para sua terceira edição de muito Death Metal e comemorando o aniversário de um ano da produtora Damar, o festival Dead Shall Rise colocou no Hangar bar, na noite do dia 22 de Janeiro (sábado), aproximadamente 500 pessoas que foram prestigiar e conferir o som de um cast extremamente matador naquele que talvez tenha sido um dos melhores eventos do gênero organizado nos ultimos tempos na cidade.

A noite começou com o Crunch Delights que recentemente lançou seu debut "Under.Grind" e teve uma ótima oportunidade de divulgar o material, já que desde o início do festival a casa estava cheia.
Com um Gore Grind extremamente violento a banda mandou barulheiras como "Defiguramento Genital", "Infecção Hospitalar", "Prazeres da Destruição", "S.T.U.P.R.O." e "Diarréia". No decorrer do show também rolou espaço pra um cover de "Genital Grinder" (Carcass).

A banda formada por Vumito Weder (V), Marcio Trash (D), Yakilli Bryzoll (G) e Yuri Giacomelli (B) fez um set extenso de músicas rápidas, curtas e extremamente brutais.
Merecem também destaque "Varal de Sete Corpos", "Harrison Faustin" e "Excisão Feminina".

Pra quem se interessar no material, basta entrar em contato com com qualquer um dos integrantes por orkut (na comunidade do Crunch Delights), por myspace ou com o baterista Márcio (que trabalha na loja tunel do rock). A quem gosta de brutalidade, vale a pena conferir o excelente trabalho.

Em seguida foi a vez dos ponta grossensses do Alaster. Formada por ex membros da extinta Cancro Hematófago e pelo dono do Motorbreath Rock Bar (bar em Ponta Grossa que vem dando oportunidade para que várias bandas de fora toquem na cidade) H. Pajé (D), Cassiano Borges (G), Gabriel (V) e Johnny (B) mostraram um Death Metal muito bem executado, com riffs extremamente agressivos e criativos. A banda abriu o show com a excelente "Brutal Hunting" seguida da música que leva o nome da banda, "Alaster" (música recheada de blast beats) e do cover de "A Skull Full Of Maggots (Cannibal Corpse)". As também próprias e muito boas "Defensive Suicide" (com uma pegada extremamente empolgante) e "Divine Healing" deram continuidade ao show que encerrou com um cover de "Black Vomit (Sarcófago)" e a própria "Dominion".

A lenda curitibana Necroterio foi a próxima e fez aquilo que já é de praxe...uma apresentação destruidora com direito a muitos headbangin's no público e uma presença de palco matadora. A banda que atualmente conta com o Vocalista André Mauad (Libidinum), Marcos Lima (G), Diego (B) e Emerson Lima (D) executaram músicas dos dois discos da banda além de músicas novas como "Laments and a Rotten" e "A Rotten Pile of Dead Humans". Durante o show via-se no público várias pessoas bangueando e se quebrando no mosh pit.

A penultima banda a se apresentar na noite foi outra das maiores e melhores bandas de metal extremo da cidade: o Imperious Malevolence. Sem o ex-guitarrista Mano no line up e com Daniel "Danmented" Azevedo (Infernal, Offal e Axecuter) no lugar, além de Rafahell (B/V) e de Antonio (D), a banda iniciou sua apresentação com a auto intitulada "Imperious Malevolence" seguida das brutais "From Chaos Shall Rise" e "Nox".

A boa presença de palco e técnica impecável do power trio durante a execução das músicas fez com que a pista do hangar ficasse lotada com o público agitando muito, mesmo com muito cansaço dos presentes devido a hora. A excelente "Excruciate" do disco "Where Demons Dwell" (2006) e "Doomwatcher" foram outros destaques da apresentação. O show se encerrou com "Unlight Chamber" e com a ótima versão de "Metal Militia" (Metallica).

Por fim, a lenda paulistana Genocídio iria começar sua apresentação. Com quase 26 anos desde a sua formação, vários EPs, Demos e Full Lenghts a banda voltava à Curitiba para divulgar seu mais recente trabalho: "The Clan" (2010).

E foi a faixa título do novo disco que abriu a apresentação simplismente matadora de Murillo Leite (V/G), Dennis Decurion (G), W. Perna (B) e Fábio Moysés (D) seguida de "Transatlantic Catharsis" (também do novo disco). "Uproar", "Cloister" e "Fire Rain" deram sequencia na apresentação do Genocídio que cativou rápidamente o público do hangar com sua ótima presença de palco e a execução impecável de suas músicas.
A clássica "Heredity" (do disco Hoctaedrom de 1993) empolgou os que estavam presentes no hangar bar e que logo em seguida abririam o mosh na cover de "Black Magic" (Slayer).

A banda seguiu com "Settima", "The Sphere of Nahemah" com "Condemnation" imendada logo em seguida. A banda interagia com o público frequentemente (especialmente o baixista Perna) e executava com perfeição todos os seus instrumentos em músicas de várias fases da banda mostrando grande profissionalismo.

A faixa título do álbum de 2002, "Rebellion", seguida de "The Grave" do EP Genocídio (1988) e da cover de "Enter the Eternal Fire" (Bathory, do clássico Under the Sign of the Black Mark) encerraram a apresentação dos paulistanos que depois de 18 anos voltam a capital paranaense (a ultima vez que se apresentaram aqui foi em 1993).

O Dead Shall Rise parece se firmar cada vez mais como um dos melhores eventos de metal extremo (senão for o melhor) em Curitiba. Parabéns a todas as bandas e a produtora que teve seu aniversário de um ano comemorado em grande estilo.

E que venham mais edições do Dead Shall Rise!

3 comentários:

robsonmaiocchi disse...

Resenha linda, faz eu ter orgulho de ser colaborador no Arquivo Metal CWB.

Guilherme Carvalho disse...

é verdade. tá muito bem escrito mesmo. rs

Anônimo disse...

Só que a musica "A Rotten Pile of Dead Humans". intitula o segundo cd, de 2002, ou seja, não é nem um pouco nova, vamos fazer direito a lição de casa ae!!!

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