19 de out de 2011

Review - Thrash Metal Massacre Annihilation com Violator

Caros leitores do Arquivo Metal CWB.
Primeiramente, gostaria de me desculpar pelo imenso atraso na resenha do evento, ocasionada a problemas pessoais (e acadêmicos).
Mas antes tarde do que nunca, cá estou eu para detalhar um dos melhores eventos underground nesse ano de 2011 em nossa cidade: a sexta edição do Thrash Metal Massacre!

Apesar da chuva e do péssimo tempo o público compareceu em peso para assistir as seis bandas que estariam se apresentando no Hangar Bar na noite de sábado no dia 08 de outubro.

A primeira banda da noite foi a catarinense Battalion. O Battalion, que também se apresentou com o At War na 3ª edição do festival ano passado, fez uma apresentação matadora mostrando seu Heavy Metal tradicional totalmente matador (Heavy Metal, diga-se de passagem, com um pé no Speed e no Thrash Metal). Músicas como "Soldier of Shadow", "Battalion of Metal" além da cover para "Violence And Force" dos canadenses do Exciter foram responsáveis pelas primeiras rodas de mosh na noite.

Se apresentando pela terceira vez no evento, os também catarinenses do Mad Attack fizeram novamente a lição de casa e mostraram que tem muito ainda a crescer no cenário nacional se continuarem trabalhando duro. O baixista Wellyton Fernando (que também tocou com o Battalion) possui uma ótima presença e consegue preecher com perfeição o palco. Com um set list maior do que o executado na última vez em que se apresentaram aqui, conseguiram manter quente o clima do evento com músicas como "In Mosh We Trust", "Second War" além de covers para "Possessed to Skate" (Suicidal Tendencies), o medley de "Molecada 666/Possuído Pelo Cão" (D.F.C.) e Ramones (Motoread). A apresentação dos catarinas encerrou com "Total Fun".

Velhos conhecidos da cena curitibana, a banda Septic Brain, liderada pelo lendário guitarrista/vocalista "Morceguinho" fez, como de costume, uma apresentação matadora recheada de sons clássicos como "Mental Pride", "Faces of Death" e "Hiprocrisy". Como sempre fica a nota de que é uma grande pena não termos um material gravado recentemente dessa verdadeira lenda curitibana.

Era a vez de uma das maiores bandas (se não a maior banda) na atualidade em Curitiba: o Necropsya!
O power trio composto pelo baixista e vocalista Henrique Vivi, pelo guitarrista Henrique Bertol e pelo baterista Celso Costa mostraram porque vem crescendo cada vez mais e mais na cena. Com um palco muito bem montado, presença de palco contagiante e execução redondinha, cativaram o público com facilidade. A banda vem divulgando atualmente seu segundo disco, "Distorted", e mesclou várias composições desse novo trabalho com sons do debut "Roars". A quem ainda não adquiriu o material, vela a pena correr atrás pois (sem forçar a barra) é, sem dúvida, um dos melhores discos lançados para o metal curitibano.

Os também Curitbanos do Terrozone vieram na sequencia. Apesar do set list relativamente curto e do público reduzido (dada a hora) a banda mostrou o que sabe e o que se viu foram rodas e mais rodas com muita gente se quebrando ao som de porradas como "Do not believe in theirs fucking lies" (que deu inícioa apresentação da banda), "Evil feelings" e a clássica "Welcome to the terrorzone". Ainda rolou uma cover matadora de "Slave New World" do Sepultura antes da saídeira com "Kicking ahead". O Terrozone, ao longo dos anos que acompanho a banda, parece estar cada vez mais forte e coeso e a formação que se mantém hoje com o baixista Guilherme Carvalho (companheiro aqui do Arquivo Metal) e o, hoje já veterano, vocalista Juliano Bertelli (além dos membros bem mais antigos, o baterista Vito Cuneo e o guitarrista Gustafah) ainda tem muito a produzir para o metal curitibano.

Era chegada a hora da atração principal da noite: Pedro Poney (baixo/vocal), Pedro Capaça (guitarra), Márcio Cambito (guitarra) e David Araya (bateria) após um bom tempo que usaram para arrumar o som e deixá-lo 'redondinho' e com a instrumental "Ordered to Thrash" começava então a apresentação dos brasilienses do Violator. De cara já dava para notar que o caos estava instaurado no Hangar Bar. Praticamente 90% da pista virou uma verdadeira zona de guerra com um dos mosh pits mais violentos que já vi. "United For Thrash" veio na seqëncia com o público cantando o marcante refrão em uníssono. A todo momento Poney brincava e se comunicava com o público mostrando toda a humildade e respeito da banda para com os mesmos. Segundo Poney, "não existe diferença entre palco e pista, banda e público, aqui é todo mundo junto, todo mundo unido por uma cena". Humildade essa que deveria ser seguida por muitas bandas do underground que, com o perdão pela expressão, "comem sardinha e arrotam caviar". Bandas que nem saem do underground e se julgam no direito de julgar e criar intrigas com outras bandas e público ao invés de propagar uma união na mesma (o que chamamos de auto-fagia, algo que, infelizmente, é muito forte na cena curitibana). Outras pancadas como "Atomic Nightmare", além de sons do mais recente trabalho, o EP "Annihilation Process" como "Poisoned by Ignorance", "Apocalypse Engine" e "Futurephobia" também puderam ser presenciados pelo público curitibano. Várias pessoas subiam a todo momento no palco, fosse para dar stage dives ou para dividir os microfones com Poney, Capaça e Cambito. Vale também mencionar as excelentes "Toxic Death" e "Destined to Die", ambas do disco "Chemical Assault" de 2006. "The Plague Never Dies" do EP "Violent Mosh" (2004) pôs fim ao show dos candangos em grande estilo. De fato o show foi curto e faltaram sons clássicos como "Addicted to Mosh" ou "Thrash Maniax". Mas isso não tiraria, de forma alguma, o brilho da apresentação matadora. Hoje o Violator é sem dúvida a melhor banda nacional ao vivo (não criando competição entre bandas, mas destacando a qualidade na apresentação do quarteto).
Ainda melhor que em 2007!

Pouco antes do show conversei com David e Cambito. Perguntei a respeito do futuro da banda. O Violator está preparando seu novo lançamento (dessa vez um full lenght) para o ano que vem e, inclusive, já possui algumas músicas prontas. Além do Violator os músicos permanecem firmes e fortes com suas outras bandas: Possuído Pelo Cão (de Poney) e Slaver (de Cambito) exceto pelo Scumbag que encerrou suas atividades esse ano.

3 comentários:

Guilherme Carvalho disse...

valeu a espera. sempre mandando bem o tal do felipe leite

Vergil Choinski disse...

fique tranquilo!eu também estou demorando pra soltar algumas resenhas devido a problemas acadêmicos e pessoais!
a resenha ficou boa,total diferente da padrão parabens!.Eu finalmente consegui todos os set lists se quiser eu posto aqui
abraços

robsonmaiocchi disse...

Resenhas assim, bem fluídas, facilitam horrores a leitura! Parabéns, Felipe!

Postar um comentário