4 de ago de 2010

Especial: Mulheres no mundo metal

Por Vito Cuneo

Levantando mais uma questão polêmica, vamos abordar um tema de ordem feminina: Mulheres no mundo metal. Já de cara, quero declarar: eu sou totalmente favorável a participação das mulheres no mundo rock. Melhor ver uma mulher de calça de couro, tatuada, com anéis, do que rebolando (vulgarmente) de saia. Vemos muitas mulheres lindas na noite rock da cidade, geralmente são mulheres inteligentes, que sabem conversar sobre outros assuntos além da música, por isso temos que valorizá-las.

Internacionalmente vemos muitas bandas com mulheres, como os suecos do "Arch Enemy" e a belíssima vocal Angela Gossow (foto), ainda no som extremo, outro bom exemplo são os holandeses do "The Gathering" da vocal Silje Wergerland. Mudando a linha instrumental, ainda nos países baixos, o metal melódico do "After Forever" com a vocal (soprano coloratura) Floor Jansen, ainda dessa região, a banda “Épica” e a vocal Simone Simons, que recentemente passaram por Curitiba. Seguindo com as bandas de metal melódico holandesas, "Within Temptation" da vocal Sharon den Adel. Da Noruega o "Tristania", que já tocou em Curitiba, com a vocal Mariangela Demurtas, ainda da Noruega, mas numa linha mais Gótica "Theatre Of Tragedy", com a vocal lírico Nell Sigland, da Suíça o "Lacrimosa", com Anne Nurmi fazendo dupla função no Teclado e Vocais. Da Itália "Lacuna Coil" com a vocal Cristina Scabbia, mudando um pouco estilo, o Gótico metal alternativo do "Evanescence", os norte americanos fizeram muito sucesso nessa década, principalmente pela vocal Amy Lee, lembro muito bem que em 2004-2005 as "menininhas" se arrumavam como ela. Para fechar, a banda finlandesa, com participação feminina, mais famosa, o Nightwish, essa banda também já se apresentou em Curitiba, ainda com a ex-vocal Tarja Turunen, atualmente a voz está com Anette Olzon, que não deixa por menos.

No Brasil vemos alguns exemplos de bandas femininas, muitas do underground, é claro. A baiana Pitty é o que podemos pensar, que mais se aproxima do rock. Por esse motivo muitos torcem o nariz para o som, pois na verdade não é. Em Curitiba já tivemos e ainda temos bons exemplos, bandas de Thrash Metal e de som próprio, como a "Mercy Killing" com a guitar Stef, ainda com som próprios, "Crucera" que era de Ponta Grossa, mas fizeram uma estadia em Curitiba, formada por Camila 'Knox' (baixo e vocal), Stef (guitarra) e Tatiane Mianti (batera). Diagora, banda cover de Arch Enemy também merece atenção, a vocal Tatiane Klingelfus representava bem. MortaL CrypT outra banda do meio, com Michele (vocal e baixo), Cati (batera) e Tati (guitar). Mas todas essas bandas não estão em atividade. Para salvar a participação das mulheres no mundo metal de Curitiba, temos 3 bandas com participantes mulheres, o grinder gore do “Terrorgasmo” e a super guitar Cynthia, o thrash metal oitentista do “Crusher” também com a guitar Evelyse, e o “Vulture of Corpse” com Marcia Padilha no teclado. Em Maringá as lindas Panndoras, uma banda 100% feminina. Como só nos resta essas únicas representantes, chamamos para um papo a guitar Eve (Crusher) e a batera Adrismith (Panndora) para algumas curiosidades e saber um pouco mais das mulheres no mundo metal.

EVE (CRUSHER)----------------------------------------

Bom, para começar, chamei para o papo a Evelyse, guitarrista da banda Crusher. Para quem não sabe, sou professor de História e já fui professor dessa moça.  Curiosidade à parte, a moça manda bem, tem atitude. Vamos à conversa:

VC: Pra começar, quero saber como foi o início dos trabalhos da banda? Você foi convidada para entrar na banda ou ajudou na formação? Desde quando você toca com os garotos?

Eve: “Em 2006, Felipe e o Andrei idealizaram a banda com intuito de tocar Motorhead e Venom. No início Felipe era guitarrista e Andrei baixo e vocal, logo me chamaram para fazer parte da banda. A formação do primeiro show foi Felipe (baixo e vocal), Erik (guitarra), Mariano (guitarra) e Kelwin (baterista) logo depois Mariano sai da banda. Retornei em 2008 após a saída do Mariano e estou com eles desde o terceiro show.”

VC: Como é fazer um som com outros homens? Os caras respeitam você? E com o público rola muito assédio ou preconceito?

Eve: “É muito bacana, pois somos grandes amigos e sempre tivemos respeito um pelo outro, a cada ensaio sentimos que estamos melhorando juntos. Quando vou tocar eu me preocupo em deixar tudo certo antes, desde equipamentos até com o que vou me vestir, acho que as mulheres devem se arrumar bem, mas sem exageros, cada um tem seu estilo e respeito isso, o meu é me vestir do jeito que eu gosto, mas nada ao extremo, gosto de ser respeitada. O assédio acontece, não é sempre, acho que vai de cada pessoa lidar com isso e impor limites. O legal é de ter os meninos na banda, por serem meus amigos são meus escudos! Já o preconceito também acontece só que chega ser meio raro, o que eu percebo é que normalmente são homens, essas pessoas poderiam nos ajudar com críticas construtivas.”

VC: Eu já vi alguns shows de vocês, o Metal Massacre Ataque, por exemplo, e já até fizemos um rock juntos no Litoral Under Attack, em Praia de Leste. Quero saber como é a preparação da banda, se você ajuda a organizar os eventos, se compõe músicas? Enfim, como é sua participação?

Eve: “Sempre que posso eu ajudo, já fechei evento, mas minha participação não é 100%. Quem praticamente toma frente de marcar os shows é o Felipe (baixista e vocalista). Sobre as composições, minha participação já foi maior, por exemplo a W.A.R., compus ela no início da banda, hoje ajudo mais nas opiniões e alguns riffs para as músicas, estamos trabalhando nas músicas novas para um futuro álbum de estúdio.”

Por fim, Eve conclui: “Agradeço a oportunidade que vocês nos deram para mostrar a opinião feminina! No Myspace tem mais informações dos próximos shows e nosso som! www.myspace.com/crusherfromhell Obrigada pelo apoio!”

Adrismith (PANNDORA)--------------------------------
Pra fechar, não poderíamos deixar de fora uma banda paranaense 100% feminina. Sim, estou falando da banda Panndora de Maringá. Conversamos mais uma vez com a batera Adrismith (pois já conversamos com ela na matéria Underground x Mainstream). Confira o papo:

VC: Quero saber como foi a formação da Panndora? Quem teve ideia de fazer a banda com mulheres?
Adrismith: “A ideia de fazer uma banda com mulheres surgiu de mim mesmo e em seguida com as integrantes da primeira formação da banda, no ano de 2000. Mas a banda já teve homens em sua formação durante esses anos.”

VC: Já houveram participações masculinas na banda, certo? Como era ter um cara no meio de mulheres, vocês preferem a formação 100% feminina ou não vêem problema contar com um cara nos palcos?

Adrismith: “Não vemos problema em ter homens na formação da Panndora, mas como a formação da banda tinha mais mulheres do que homens, era um pouco desconfortável pro cara, que tinha que aguentar os papos de mulheres (risos).”

VC: Eu já vi um show de vocês aqui em Curitiba, mas não tive oportunidade de conversar. Quero saber se fora dos palcos rola muito assédio ou preconceito?

Adrismith: “Olha, em relação a assédio, até que o pessoal respeita muito! Mas muita gente tem medo, ou sei lá o que, de chegar na gente pra trocar uma ideia, até mesmo as mulheres, após um show por exemplo! Mas isso não é nenhum problema, pois é a minoria. Temos muito apoio e isso é muito bom!”

Adrismith conclui: “Para finalizar, gostaria de agradecer a oportunidade e falar que estamos em fase de gravação de nosso CD oficial, sem previsão de data para o lançamento. Mas a gravação está sendo feita em São Paulo, no estúdio DaTribo e tendo como produtor Ciero e Trek Magalhães.”

8 comentários:

Anônimo disse...

faltou Doro Pesch e sua antiga banda WARLOCK, GIRSCHOOL (banda de heavy metal só de mulheres),Sabina Classen (HOLY MOSES) mas mesmo assim ta foda a matéria... EVE fucking RULES!!!!!!!!
FALTOU BANDAS DE HEAVY METAL DE VERDADE, exceto as entrevistadas!!!!!!!!!!!!!

Giardino disse...

Matéria Foda!

Vitor disse...

Ah, claro, faltaram bandas nessa matéria, Pompeia por exemplo. Só uma explicação, dei prioriedade para as bandas do genero metal, sem discriminação.

Felipe Prestes disse...

Realmente mulheres q fazem um som merecem respeito e não preconceito!!! Tenho amigas que tocam muito bem como é o caso da banda Lady Be, não é metal é um som mais alternativo, mas ta valendo por ser uma banda só de mulheres!!!!!!

Guilherme Carvalho disse...

boa matéria. são temas que precisam ser abordados, pois as mulheres têm mostrado que o lugar delas também é no palco.

Anônimo disse...

Na epoca do grunge surgiu o L7 tambem... umas mulher tosca da porra hahahaha... mas era doido o som...

FICA 1 ABRAÇO

GUSTAFAH

Pati disse...

Muito boa a matéria.
=)

Anônimo disse...

Essa pandora é um lixo...

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