29 de out de 2013

Resenha: G.B.H. / Espaço Cult - 25/10/2013



Comemorando 30 anos de lançamento do clássico e eterno álbum "City Baby Attacked By Rats", a banda inglesa de Punk Rock G.B.H., desembarcou novamente em Curitiba na noite de sexta-feira, 25 de outubro de 2013.

Divulgação e chamadas feitas de forma constante via mídias sociais, possibilitou um bom público no local do show - o já tradicional Espaço Cult - e nas imediações, era visível a ansiedade e expectativa. Obviamente, a maioria composta por punks 'old school', mas também pelo pessoal adepto do Crossover e bangers do Heavy Metal também; afinal, muitas bandas antigas do estilo beberam na fonte Punk Rock e radicalismo, em pleno século XXI, é atitude que não faz mais sentido.

Por questões extras, não presenciei a 1ª banda de abertura - Cadela Maldita - mas segundo relatos de pessoas que já estavam dentro da casa; apresentação curta, rápida e precisa, com repertório circulando nos seus 4 álbuns de estúdio.

Pouco mais de 23:00, a cultuada banda de Punk Rock curitibana S.O.S Chaos, com o som de abertura "O Preço da Culpa', dá início as primeiras 'rodas' da noite. Inicialmente, o som das cordas estava um tanto embolado; fato corrigido no decorrer da apresentação.

Outras cacetadas como "Milícia Disfarçada", "Movimento Sobrevive", a nova composição "Para Isso Melhorar", "Ato Cruel" e o encerramento com o hino "Kriptonita" fecharam uma apresentação 100% honesta e de total competência. A boa presença de palco da banda soma com o poderio das composições com influências das melhores cenas mundiais: inglesa, sueca, finlandesa e a brasileira - obviamente!


Surgida em 1979 em Birmingham, Reino Unido, a Charged GBH ou simplesmente GBH é uma das mais antigas e respeitadas bandas do punk no mundo. Ao passar por algumas mudanças em sua formação, a banda também mudou sua sonoridade ao longo de sua história. Chegaram a ter uma fase mais “Metal” em 1988, o que não perdurou por muito tempo, já que quatro anos mais tarde, após algumas tentativas, enfim, conseguiram contar com o baterista Scott Preece, que tocava na banda Bomb Disneyland, e daí pra frente a banda voltou a sua sonoridade original, ou seja, o punk rock!

A formação atual é Colin (Col) Abrahall nos vocais, Colin (Jock) Blyth na guitarra, Ross Lemos no baixo (estes três da formação original) e Scott Preece na bateria. Todos os músicos são excelentes, mas preciso destacar o Scott, e agora entendo porque tanto esforço pra contar com ele nas baquetas. O cara é um monstro! Incansável! Com uma pegada absurda e com certeza se torna ao lado do carismático Colin, um diferencial da banda.

Após um breve intervalo para ajustes, regulagens e trocas de equipamentos, alguns minutos após 00:00, a lenda britânica lança os primeiros acordes de "Unique".  Simplesmente impossível citar as músicas sem comentar a atmosfera que se tornou o espaço. O show seguiu com “R.A.T”, “Knife Edge”, ‘Lycanthropy”, “Necrophilia” e “State Executioner”. Os seguranças e até o Alexandre (vocal da S.O.S.Chaos, dando uma ajuda como roadie) tiveram muito trabalho, pois o número de pessoas que subiram no palco para cantar com o Colin ou dar 'mosh' era constante. E dá-lhe roda punk!

O show seguiu com  “Dead On Arrival”, “Generals”, ‘Freak” e “Alcohol”; com o público cantando cada estrofe e berrando o refrão, como se fosse uma única voz. Foda! Na sequência, veio “No Survivors”, “Self Destruct”, “Big Woman”, “Sick Boy”, “Slit Your Own Throat” e “Am I Dead Yet”. Uma paulada atrás da outra cantada e pogada no limite, principalmente pelos que estavam na frente do palco!

É gratificante e simboliza muito ver uma banda com tanto tempo de estrada, que nunca se vendeu ao 'mainstream', tocar com tanto feeling e disposição como se fora seu show de estréia... Enquanto eu refletia sozinho sobre isso, os caras continuaram e a sequência foi “Give Me Fire”, “Man Trap”, ‘Catch 23” , “Hellhole” e "Drugs".

A apresentação estava próxima do seu final e ouvir a 'dobradinha' espetacular com "City Baby Attacked By Rats" com "City Babys Revenge" chega a emocionar, acreditem... 

Uma noite para ficar na história e na eterna lembrança de quem compareceu. Banda carismática, público respondendo com a insanidade perfeita que as músicas pediam, som na timbragem e equalização correta para as 'canções punk'. 

Agradecer ao Alexandre (S.O.S. Chaos / Estúdio TNT) pela organização e iniciativa em trazer bandas deste nível para nossa cidade e também ao Hamilcar da Damar Productions pelo apoio e suporte ao evento. Aguardar a próxima bomba!

* Fotos que ilustram esta resenha, gentilmente cedidas pelo fotógrafo Clovis Roman e também pelo vocalista da S.O.S. Chaos, Alexandre Ricardo - meu muito obrigado!












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