20 de mai de 2014

Review de show: Amon Amarth - Music Hall (18/05/2014)


"Intensidade". É a palavra que melhor descreve o que foi o show do AMON AMARTH realizado no último domingo, 18/05, no Music Hall. Os vikings invadiram Curitiba e fizeram uma grande apresentação.

Já algumas horas antes dos portões da casa serem abertos a fila já dobrava o quarteirão. Já era esperado isso, uma vez que a banda chegou num patamar na carreira que é normal tocarem como headliners em grandes festivais europeus, e aqui no Brasil a fama dos caras é grande - especialmente pela temática viking. Muitas críticas foram feitas antes pelo fato do local escolhido para a realização do show ter sido o Music Hall (local para aproximadamente 800 pessoas), uma vez que a procura por ingressos obviamente seria maior. Mas o local foi mantido, todos os ingressos foram vendidos e as 800 cabeças privilegiadas estavam lá para conferir a apresentação... custe o que custar.


Era pouco mais das 19h quando se abriu a porteira e a galera foi entrando para conseguir o melhor lugar. Como já se previa, em pouco tempo as dependências internas da casa foram quase que completamente tomadas, dificultando a circulação. Mas o púbico não queria nem saber, pedia ansiosamente a entrada da banda e espremido buscava se ajeitar para achar um melhor ângulo de visão. O palco, até pelas limitações do espaço, se resumiu ao pano de fundo com o desenho do encarte do último álbum deles, "Deciever of the Gods (2013)" nada da embarcação viking que constava no cenário das apresentações recentes.

Show começou pontualmente às 20:30h e o momento que antecedeu a entrada dos caras, com a música tema e a luz apontada para a figura de Thor no pano de fundo, foi épico e apreensivo, principalmente quando da entrada dos gigantes suecos capitaneados pelo monstro Johan Hegg. A presença de palco do vocalista com cara de ogro-lenhador-homem da cavernas é algo descomunal e a banda mostra a que veio com a primeira sequência, "Father of the Wolf" e "Deceiver of the Gods", ambas do último álbum. Sonoridade da casa estava bem acertada fazendo com que os instrumentos soassem com qualidade e o peso e intensidade - características marcantes da banda - se mantiveram.

Com um set list um pouco alterado em relação aos dois últimos shows no Brasil, eles mesclaram músicas novas com outras dos álbuns anteriores, com exceção dos 3 primeiros que não foram lembrados (eu particularmente não senti muita falta, uma vez que vejo exatamente o "Versus the World (2002)" como o divisor de águas da banda). Lamentei não tocarem "Free Will Sacrifice", minha predileta, mas compensaram com outras que não poderiam faltar e que levantaram o público, como "Death in Fire", "Guardians of Asgaard", "Runes to my Memory" e "Destroyer of the Universe". Destaque também para a faixa épica do último álbum, "Warriors of the North", com partes melódicas e mudanças de andamento, uma das melhores músicas deles nesse estilo e candidata a clássico.

A cada pausa entre 2 ou 3 músicas, Hegg mostrava muita simpatia e carisma, interagindo com o público. Como frontman e vocalista o cara é espetacular, com um estilo de vocal que consegue soar intenso do início ao fim da apresentação sem aparentar cansaço ou desgaste vocal, excelente. A dupla de guitarristas Johan Söderberg e Olavi Mikkonen muitíssimo entrosada (não é pra menos, 15 anos de parceria) com duetos muito bons e Söderberg fazendo a maioria dos solos com maestria. Cozinha bem armada com o batera Fredrik Andersson sentando a marreta sem dó e o baixista Ted Lundström acompanhando bem o ritmo. Enfim, músicos tecnicamente incríveis.

Um momento divertido foi no bis, o brinde que a banda toda fez no palco em homenagem aos fãs com canequinhas em miniatura... não sei o que tinha dentro, mas valeu. No final, as já clássicas "Twilight of the Thunder God" e "The Pursuit of Vikings" foram o gran finale de um show extremamente empolgante e intenso. Em pouco mais de 01:30h os vikings mostraram como se faz Heavy Metal pesado e de qualidade. Os guerreiros deixaram a nossa cidade, mas a horda deixou sua marca por aqui e ela dificilmente será esquecida.

Fotos: Makila Crowley

2 comentários:

Anônimo disse...

Boa Jean, de novo mandando bem no texto simples e direto, valeu.

Ettine ♫.

Unknown disse...

Belo texto! Parabéns.

Postar um comentário