12 de mai de 2012

Resenha: Napalm Death - "Utilitarian"



Quase trinta anos a serviço do Heavy Metal extremo; refletindo no som e nas letras todo caos, insanidade e podridão do mundo em que vivemos.


 O quarteto formado por Mark "Barney" Greenway, Mitch Harris, Shane Embury e Danny Herrera, mais conhecido como Napalm Death, já se tornou uma lenda na história do Heavy Metal. Lenda esta que chegou num ponto de "pisar no freio" e experimentar dentro de um estilo criado por eles mesmos. Ruim? Claro que não, afinal, são Mestres no que fazem...


"Utilitarian", o 14º full-lenght em sua extensa discografia, não muda as bases de seu Death Metal / Grindcore típico, mas o Napalm Death soa um pouco mais "lento" em certos momentos e com genialidade se aventura por outros caminhos sonoros; a abertura instrumental densa e fria com "Circumspect" mostra claramente isso. 


O trabalho desenvolvido neste álbum é homogêneo como um todo, difícil destacar um único som (até porque sou fã de "carteirinha") - é um verdadeiro bombardeio sonoro cheio de letras ácidas e extremamente politizadas (a simples frase "This world I can gladly leave behind" da faixa "Collision Course" diz tudo sobre a lírica da banda) e justamente nas músicas onde a banda mais ousa algo diferente é que aparecem os grandes destaques. 


A começar pela inusitada "Everyday Pox", onde temos um sax perturbador e insano tocado pelo multi-instrumentista americano John Zorn, à convite da banda. Alguns sons tem aquela pegada clássica do Punk Rock (sempre uma influência constante na banda; percebida na sensacional "The Wolf I Feed"), em "Fall On The Swords", a banda utiliza-se de alguns vocais limpos. Mas não se preocupem, a insanidade se mantém e toma conta em canções como "Nom de Guerre", "Think Than Trials" e Opposites Repellent".


Somadas à introdução, constam 17 porradas em forma de música e protesto, que não deixam o ouvinte respirar por um momento sequer. 


E se falar em técnica musical, impossível não destacar Barney; sempre surreal em suas vocalizações, Harris dando aula de guitarra extrema e com backings sensacionais, o mestre Shane Embury com seu baixo timbrado num peso absurdo e Danny espancando seu kit de bateria como temos vontade de fazer com os políticos corruptos!


Um disco que faz jus a história da banda.


* Lançamento nacional em digipack limitado pelo selo Shinigami Records

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