25 de jun de 2012

Resenha: Overkill - "The Electric Age"



Há mais de três décadas, esta banda de sonoridade única nos presenteia com álbuns de total devoção ao Heavy / Thrash Metal. Embora eu acredite que existam muitos que ainda não conheçam, vale lembrar que o Overkill surgiu no início dos anos '80 em New York (U.S.A.), fazendo Thrash Metal com visíveis influências da N.W.O.B.H.M.; características latentes nos seus primeiros registros - "Feel The Fire" (1985) e "Taking Over" (1987).


Não seria de todo espanto encontrar algum leitor desavisado que nunca escutara antes, embora a banda tenha feito razoável sucesso ao final da década citada; hoje ao se falar de Thrash norte-americano, a primeira lembrança que vêm à mente dos "mais novos" é o famigerado Big Four (onde eu substituiria facilmente Megadeth por Overkill ou talvez até Testament e Anthrax por Exodus - Metallica inegavelmente tem sua contribuição crucial para o movimento nos 4 álbuns iniciais e o Slayer... bem, Slayer é a raíz de todo o mal!), mas saliento que esta é apenas a minha opinião, passível de discórdia ou concordância.


Mas, vamos ao álbum, que é o motivo principal do texto. No disco anterior, o excelente "Ironbound"(2010), a banda já dava claras mostras de um resgate a sua sonoridade mais clássica - com o "feeling", arranjos e elementos que construíram obras seminais como "The Years Of Decay" (1989) e "Horrorscope"(1991).


Em "The Electric Age", temos exatamente a mesma fórmula, mas desta feita os riffs e solos estão ainda melhor trabalhados; cortesia da dupla Dave Linsk e Derek Tailer, o vocal inconfundível de Bobby "Blitz" Elsworth atingindo notas e timbres agudos surpreendentes, o timbre de baixo mais foda do Thrash - Mr. D. D. Verni, mais a bateria precisa e coesa de Ron Lipnick. Tudo envolto numa produção gráfica e sonora impecável, valorizando ainda mais todo o processo criativo do grupo.


Destaques num álbum homogêneo ficam difíceis, mas cito a abertura com "Come And Get It", a faixa de trabalho "Electric Rattlesnake", "Drop The Hammer Down" e a maravilhosa "All Over But The Shouting" (as tradicionais "paradinhas" convidam para o banging alucinado!) são alguns dos motivos para fazê-lo adquirir este que com certeza será um dos melhores discos de Thrash Metal deste 2012.


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julianobertelli@yahoo.com.br

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